A reserva natural de Sian Ka'an (onde nasce o céu), declarada patrimonio da humanidade, fica situada a sul de Tulum, e tem como atractivos principais:
A lagoa verde que muda de cor ao longo do dia, e tem no centro um cenote de água doce que a alimenta, e a extençao de 47 Km de costa em grande parte virgem, onde se pode usufruir de praias desertas de areia fina e branca.
Chegando a Tulum, e uma vez que a sinalizaçao como sempre é pouca ou nenhuma, tive que estar a perguntar por onde se acedia ao local... quando finalmente acertei com o cruzamento certo, passados 200 mts lá estava a invariável placa indicadora (devem pensar que os turistas tem dotes divinatorios).
Depois da estrada de acesso, muito bem enquadrada e com ciclovia (podem alugar-se bicicletas no povoado e é possivel entrar no parque, e acampar durante o tempo que se quizer, devolvendo depois a bicicleta na volta) começa-se por atravessar uma zona super povoada de estalagens, restaurantes e afins, muito pitoresca mas que nao permite nem que se veja a praia... infelizmente existem grandes exstensoes de terreno e praia vedados com sinais de "propriedade particular, os quais se podem encontrar mesmo dentro da propria reserva aliás, se alguem esta a pensar em investir, existem tambem dentro da reserva varios terrenos á venda...
Pouco a pouco a vegetaçao toma conta das laterais da estrada e o passeio começa finalmente a valer a pena.
A entrada para a reserva propriamente dita está assinalada por um arco ao qual chamam Maya, mas que de Maya nao tem nada, visto que os Mayas nao conheciam a tecnica de construçao de arcos redondos...
Logo á entrada, do lado direito, parte um pequeno trilho muito interessante que termina num cenote limpissimo, no qual se pode nadar, e no caso, estava uma sereia perdida no pontao de madeira quando la cheguei :), no chao, uma profusao de buracos, que como vim a saber sao acupados por uma das especies mais abundantes na zona, uma especie de caranguejo azul.
Assinado o livro de registos, para que se saiba que por ali passou um Português :) parte-se para uma viagem de aproximadamente 1:30h ate "Punta Alen" sempre em estrada de terra batida, que a espaços esta muito mal tratada, mas valem bem a pena as sacudidelas porque é paradisiaca, o unico problema é que as iguanas por vezes fogem a maior velocidade do que se pode imprimir ao carro, que frustraçao...
A dado passo aparece no lado direito (é preciso ir com atençao) o centro de estudo da area, onde se pode subir a uma "torre" que ameaça cair a qualquer momento, e de onde partem umas lanchas para percorrer o sistema lagunar e ver as estrelas da companhia, os Manatins.
Á frente uns Kms, (ou seriam metros?) atravessa-se uma ponte sobre um braço da lagoa, esta ao lado de uma ponte mais antiga em madeira, aqui pode-se estacionar, e existe um acesso á praia pelo meio da vegetaçao, que vai sair numa zona de nidificaçao de aves, por aqui pode-se aceder a uma extençao de praias selvagens, onde aproveitei para tomar um banho de mar, que mais parecia sopa dada a temperatura da água, e que durou ate dois grandes peixes passarem demasiado perto das minhas pobres pernas, pelo que decidi que já era hora de voltar ao meu périplo.
Punta Alen é um aglomerado de casas minusculo, com um ancoradouro com barcos de recreio, e alguns barcos de pesca, tem no entanto a sua esquadra de polícia, com os tres policias sentados á porta a curtir o calor da tarde. aproveitei, dado o calor do clima para beber uma cervejinha gelada num dos botecos da praia, e qual o meu espanto, quando estava tranquilamente a beber e a olhar para o mar, um som distraiu-me do momento edílico, um papagaio bastante velho (tinha ja algumas areas sem penas) vinha aproximando-se pouco a pouco, movido pela curiosidade de um novo ser desconhecido nas redondezas :) escondia-se atras dos obstáculos mas aproximando-se sempre até onde julgou ser seguro, la lhe expliquei que a curiosidade matou o gato, e acabou por ficar ali ate que me fui embora, curioso :)
Perguntei se ali era o fim do caminho ou se ainda se podia seguir, responderam-me que ainda existia um caminho até á ponta da lingua de areia onde construiram um pequeno farol, ora chegando ali, nao podia voltar sem tentar lá chegar... má ideia, o "caminho" é isso mesmo, um caminho pela duna, que esta quase fechado de vegetaçao em alguns pontos, e realmente o farol (poco mais que uma coluna com uma fonte de luz no topo) nao merece tanto trabalho e o risco de se ficar atolado...
Atigido o objectivo, restava-me retroceder, sabendo que me esperava mais 1:30h de regresso ate a estrada, com uma paragem noutra praia, esta mais concorrida, para acabar com o cartao (fotos) e encerrar o dia e as miniférias.
Fotos:
















































Bem, acabei de ler os posts que tinha deixado para trás, que ainda eram bastantes (por isso reparti em doses, de mais cómodo pagamento, por dois dias).
ResponderEliminarTenho a dizer-te que devias ter vergonha de ter ido a esses sitios fantásticos, fascinantes e fenomenais todos sem teres levado a tua sobrinha num bolso...
Estou a gostar muito de poder acompanhar as tuas viagens e outras façanhas por isso podes continuar que tens permissão da minha parte ;)
Beijos da tua sobrinha Ângela
Que viagem fantástica deves estar a fazer. Ainda podes fazer dinheiro com umas crónicas... ah ah ah
ResponderEliminarVeijios
Menudo chaval.
ResponderEliminar¿no vas a escribir un post diciendo lo bien que lo has pasado y contando la historia mas divertida?
Como se dice en los conciertas de España:
"Otra, otra, otra, ...."