Hoje foi verdadeiramente o primeiro dia de diversao.
Em primeiro lugar tenho que dizer que compensa nao fazer planos muito detalhados, porque a probabilidade de sairem "furados" é directamente proporcional ao detalhe... Ainda bem que fiz planos tao flexiveis, porque aqui, o objectivo principal torna-se secundario num apice, e o tempo nao chega para saciar a curiosidade.
Saí com a ideia de que Tulum ia ser o prato principal, e ainda que nao decepcionou (longe disso), quando decidi partir para Cobá (a 42 Km de Tulum) mal sabia o que me esperava...
Como cheguei tarde e cansado de andar a subir piramides (o que eu pedi a Deus para me transformar em adolescente de novo...), nao estou com muita vontade de escrever, digo apenas que o verdadeiro México (nao o que se serve aos turistas) nunca esta muito longe, a corrupçao e a pobreza tambem por aqui se veem.
Tive que pagar uma "multa" por ter a audacia de circular na autoestrada a 104 Km/h, porque aqui nas autoestradas pode aparecer de tudo, desde pessoas a pe, semaforos, lombas, pessoas a cavalo, etc... é um regabofe, e a policia, com excepçao honrosa de maioria dos "federales" o primeiro que faz é falar da enorme multa que nos espera e dos problemas que acarreta a perda da licença, para logo se oferecer cortezmente para "ajudar" "entre na viatura señoooor" e passe pra ca a "multa", la se foram mais 500 pesos...
Sobre Tulum (que quer dizer muralha, nome dado na era em que ja se encontrava desabitada, porque originalmente chamava-sa Zamá, Amanhecer) , digo apenas que a classe dominante (que vivia dentro das muralhas, porque o povo vivia em habitaçoes modestas fora da muralha) sabia viver, ao conjunto de edificios cerimoniais, junta-se um observatorio astronomico, dedicado principalmente a observar Vénus (estrela da manha) e Kukulcan, varios templos e fortificaçoes, incluindo torres de vigia nos vertices da muralha e, pasme-se, praias particulares :) que bem se vivia como sacerdote naqueles tempos...
Em Coba, sofre-se com a mistura de sentimentos... a selva reclamou toda a antiga cidade, e agora o homem reclama-a de novo para si, o que se traduz numa deslumbrante viagem por "corredores verdes ao som omnipresente do canto dos passaros e outros animais (a proposito, existem por aqui milhoes de iguanas sem medo nenhum, as quais se atravessam na nossa frente nos momentos mais improprios :) quase que pisava uma por vir a olhar para o lado...), fica-se com a certeza de que a maioria das construçoes ainda se encontra sob a vegetaçao, inexplorada, e no entanto, ha tanto para ver, tantas bifurcaçoes para explorar, o desespero do coelho louco toma conta de qualquer um... meu Deus, e tarde, e ha tanto para ver, mas ainda faltam 2 Km para a grande piramide (a mais alta do yukatán), é o descalabro do planeamento, manda-se tudo ás malvas e toca a caminhar ate que nos venham expulsar ( e mesmo ai, pode-se sempre alegar que somos "estrangeiros", no entiendo, no entiendo, numa tentativa ingloria para adiar o inevitavel, porque ja esta a anoitecer e so os "loucos" do costume permanecem no recinto.
Aconselho vivamente o aluguer de uma bicicleta, ainda que seja facilmente feito a pe (ainda sao uns Kms mas e plano) o uso da bicicleta, alugada dentro do recinto, poupa tempo precioso para ver tudo o que se possa... para os mais cansados, ha ainda o "ciclotaxi" especie de riquexó omnipresente nestas paragens.
Na volta, e apesar de estar a ficar tarde, nao resisti a fazer o caminho antigo por dentro da "selva", e nao me arrependi, o caminho é lindissimo, com a vegetaçao a avançar pelo aswfalto dentro, e atravessam-se alguns povoados pitorescos pelo caminho.
Fotos, sem mais.










































Continuo com vontade de te insultar... :-)
ResponderEliminarJá agora, o gajo da tshirt verde sou eu, não sou? :D
Muy chulas las fotos y espero seguir oyendo de tus aventuras por Mexico
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